Foto: Reprodução TV Globo
Vergonhoso é a palavra que uso para iniciar este texto, e não só isso: definir como foi o fim do Carnaval na cidade de São Paulo. Uma confusão generalizada, torcidas enraivecidas, diretores e dirigentes de escolas de samba com os nervos à flor da pele. E imagens que ficarão no caderno negro da história do carnaval paulista.
Imagens que agora serão divulgadas pelo mundo afora degrinem e sujam a imagem de uma das festas brasileiras mais populares, que tem atraído patrocinadores e um público cada vez maior, tanto brasileiros quanto estrangeiros... e a imagem que fica: uma zona, uma baderna, uma festa de loucos para loucos. Cadeiras voadoras, quebra-quebra, profissionais com medo de serem atingidos por qualquer objeto, alegorias incendiadas, inúmeros documentos oficiais da apuração rasgados e até furtados, uma festa que movimenta milhões na economia resumido a isso: um ato covarde e desrespeitoso com tudo e com todos, com o samba, com todas as agremiações, com a sociedade que paga para ver o espetáculo e torcer pelas suas escolas....
Não saber perder humildemente, não ter educação, não ter responsabilidade, não ter nada na cabeça. Assim defino esses imbecis que, ao invés de colaborar, sabem muito bem estragar, bem no fim da festa. Na minha opinião, não só deveriam pagar criminalmente pelo ato de vandalismo, mas também por tentativa de agressão, tumulto, enfim tudo em que for possível qualificar estes marginais que não sabem viver a essência do samba: paz e harmonia.
Hans Misfeldt, jornalista, já teve o prazer de desfilar, com orgulho, duas vezes pela Águia de Ouro no Grupo Especial. E agora, dizer o que, que orgulho ter?